Jornal Gazeta: Quase 80% dos projetos da Câmara são de nomes de ruas

Diário apurou a movimentação de projetos desde o início do atual mandato

Indicações, requerimentos, moções e pedidos de informações são comuns nos trabalhos dos vereadores. Entretanto, a principal atribuição do Legislativo é criar projetos de lei e analisar propostas encaminhadas pelo Executivo. Passados sete meses de atuação da atual legislatura, os vereadores de Içara apresentaram, em média, sete projetos por mês. Nesse período, foram realizadas 40 sessões ordinárias, além de sete extraordinárias.

Foram protocoladas 51 propostas na Casa, que já contou com 19 participantes este ano, entre os 15 titulares e os quatro suplentes que assumiram cadeiras. Desse montante, no entanto, a maioria é de nomeação de ruas.

Conforme verificado pela equipe do Jornal Gazeta, dos 51 projetos de lei sugeridos, 40 referem-se a nomes de ruas, o que equivale 78,1% do total. Entre os 11 restantes, alguns foram apresentados por suplentes, ou seja, vereadores que tiveram – ou têm – um período restrito de atuação.

Higor Robetti, por exemplo, que ficou apenas um mês na Casa, levou à apreciação dos colegas duas proposições e ambas acabaram aprovadas. Uma insitui o programa “Içara bem mais simples”, que prevê a facilitação na abertura de empresas, diminuindo a burocracia. A outra é referente à implementação do “Ficha Limpa” no município, para a nomeação de ocupantes de cargos comissionados.

O projeto de lei do Legislativo de maior repercussão, devido à polêmica provocada, também foi proposto por um suplente. Neste caso, por André Jucoski. No período em que ocupou uma cadeira na Câmara, ele apresentou a ideia de acabar com a restrição de distância para a instalação de antenas da telefonia móvel em relação às residências. Diversas discussões ocorreram, porém a matéria não foi à votação até o momento, pois segue tramitando nas comissões da Casa.

Texto e foto: Jornal Gazeta

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