Setembro amarelo: Dia para abordar a prevenção ao suicídio

Psicóloga Duda Pacheco irá proferir palestra a respeito do assunto

A psicóloga Duda Pacheco responde a perguntas do portal OIçara a respeito do Setembro Amarelo. O mês é lembrado pelo combate ao suicídio. Em alusão a isso, a Secretaria de Saúde do município de Içara realiza um encontro nesta sexta-feira, dia 29, no centro comunitário do bairro Primeiro de Maio, à partir das 13h30min, quando haverá a apresentação do coral do Caps. Posteriormente, às 14 horas, ocorre a palestra do Centro de Valorização à Vida (CVV) para apresentação de estatísticas e do trabalho que é feito. Às 15 hroas, será a vez da psicóloga Duda Pacheco falar sobre o tema “Dê valor à sua vida”. O encerramento ocorre às 16 horas com apresentação musical e coffe break. Abaixo a entrevista:

OIçara – Qual é o objetivo do Setembro Amarelo?

Duda Pacheco – O objetivo do Setembro amarelo é conscientizar a população mundial sobre a importância de prevenir o suicídio e estar aberto para procurar e receber ajuda quando necessário.

OIçara – Os números relacionados ao suicídio são altos?

Duda Pacheco – Os números são altos e tem crescido muito nos últimos anos. O que mais nos preocupa é que as notificações de suicídios e tentativas não são devidamente notificadas. Dessa forma, sabemos que existe uma quebra na estatística e que esses números podem ser ainda maiores. Entre os jovens, estima-se que o número tenha crescido mais de 10% nos últimos anos.

OIçara – Como identificar alguém que tendência ao suicídio?

Duda Pacheco – As causas do suicídio ainda não conseguem ser plenamente identificadas. Existem pesquisas que apontam uma soma de fatores ambientais, biológicos e até mesmo neurológicos. Sabe-se que a maioria dos casos notificados estão ligados a algum tipo de transtorno mental, sobretudo a depressão e ao abuso de álcool. Sintomas de desesperança, tristeza, desespero, desamparo e desamor também podem ser identificados.

OIçara – O que fazer quando perceber comportamento que indique esse risco?

Duda Pacheco – Quando identificado o risco, a pessoa deve imediatamente ser encaminhada ao serviço de saúde mental especializado responsável, ou a um profissional de sua confiança para que sejam dados os encaminhamentos necessários. Em caso de tentativa efetiva, na ausência de internação psiquiátrica pela rede pública, a pessoa precisa ser encaminhada ao serviço médico de urgência mais próximo (hospital geral) para que sejam tomadas as medidas de preservação da vida. Em seguida, cabe a este serviço, o encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial da cidade (CAPS). A pessoa em sintomas de desesperança e recorrentes pensamentos de morte, pode ainda contar no momento de crise, com o serviço do Centro de Valorização da Vida (CVV), ligando gratuitamente no 141. Lembrando que não é um tratamento, mas sim, uma escuta qualificada para gerenciamento das emoções imediatas.

OIçara – Como ajudar essa pessoa que atravessa algum desafio?

Duda Pacheco – Ouça esta pessoa. Dê a oportunidade de que ela fale sobre esses pensamentos de morte, sem julgá-la ou interpretá-la. Mostre seu apoio e que você se importa com o que ela pensa e sente. Sentimentos de empatia são sempre muito bem vindos, sobretudo em situações de ideação suicida. Oriente a família ou cuidador sobre o risco e ajude-a a encontrar um profissional que a atenda o mais rápido possível

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