Falta de transporte especial compromete acessibilidade de estudante na Vila Nova

Em junho do ano passado o ônibus começou a apresentar problemas e desde então não voltou mais

Depois de o MP ajuizar Ação Civil Pública contra o Governo Municipal para que este assegure acessibilidade aos usuários das unidades de saúde, agora é o transporte escolar especial que está há quase um ano fora de atividade e causa transtornos para pelo menos uma estudante do bairro Vila Nova. Rita de Cássia, a Ritinha, é portadora de paralisia cerebral e necessita de cadeira de rodas para se locomover até a escola Antônio Guglielmi Sobrinho, onde estuda. O grande desafio no seu dia a dia é o deslocamento de casa na rua André Serafim até a escola.

Em junho do ano passado o ônibus começou a apresentar problemas e desde então não voltou mais. “Informaram que seria feito o conserto durante as férias no meio do ano, mas as aulas retornaram no dia 31 de julho e até hoje não vimos mais o transporte”, informou Cissa Fernandes, a mãe da estudante. “Me disseram que em fevereiro foi aberta licitação para o conserto do ônibus e me falaram que levaria 40 dias, mas, mais uma vez, até agora nada”, completou.

“Durante este ano inteiro que passou eu perguntei varias vezes ao responsável e enviei a historia para a página do Prefeito que me respondeu que a secretária responsável falou que ‘a mãe estava ciente do problema’, mas resolver que é bom até agora nada”, comentou. “Nos faz muita falta pois se tivesse o transporte em dias de chuva ela poderia ir e no verão voltava da escola ao meio dia num sol de mais de 30ºC”, completou.

“Rita possui uma cadeira motorizada que lhe da um pouco de autonomia, mas esta cadeira já apresenta problemas pelo excesso de uso nas idas e vindas até a escola, pois onde moramos ainda é estrada de chão toda cheia de buracos”, relatou. O Governo Municipal não atende as solicitações de entrevistas do portal.

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